27 de fev. de 2018

apesar da minha imperfeição


Será que perderam o juízo? Tendo começado no Espírito, por que agora procuram tornar-se perfeitos por seus próprios esforços?
Gálatas 3.3

Foi como um choque quando ouvi isso, era tarde da noite, e eu decidi ouvir a bíblia em áudio - nem era nessa tradução. Naquela semana, após uma visita que eu fiz a uma amiga, ouvindo a história dela, eu já tinha chegado à conclusão de que não era pelos meus meros esforços, mas porque Ele é bom e misericordioso. Isso ainda não se tornou uma verdade completa dentro de mim, mas a semente já foi plantada. Não existe possibilidade de perfeição pelos nossos próprios esforços. Depois falamos mais sobre isso.

Os versos dessa música falam muito mais do qualquer coisa que eu possa falar sobre isso no momento. É apesar de mim...





13 de fev. de 2018

um convite à liberdade


por conta da metáfora dos pássaros (no post anterior), muito tenho pensado acerca da liberdade nesses últimos dias. inúmeros filósofos falaram sobre isso,  e esse até se tornaria um texto muito sério se eu fosse citá-los, por isso vamos manter a informalidade aqui. nunca me baseei no que esses filósofos falaram para definir o que eu penso sobre liberdade: essa palavra pra mim sempre teve um outro significado, ligado à minha cosmovisão cristã. 

perguntei pro meu primo, um dia, como ele interpretava a frase "onde o Espírito de Deus está há liberdade", ele me respondeu que, pra ele, era a liberdade de poder adorar a Deus na igreja como ele bem quisesse, eu disse, então, que era além disso, o Espírito de Deus não está exclusivamente nos templos religiosos, mas dentro de nós que somos salvos, ou seja, essa liberdade está ligada a nós sermos livres dentro de nós mesmos. e é aqui que a discussão se torna mais profunda.

nós temos de ser livres de vivermos em prol da opinião alheia, por exemplo, livres dos nossos medos, dos nossos traumas, daquilo que nos impede de sermos felizes. só que existem, também, prisões mais profundas e menos visíveis: são essas que estamos tão acostumados que sequer sabemos que existem dentro de nós. hoje eu sei, por exemplo, que ainda sou refém da ansiedade, não porque não oro, não porque não confio em Deus, - embora isso também possa ser um fator, já que não sou perfeita - mas, dentro disso, existe uma prisão maior: eu e você estamos presos a um sistema que exige de nós muito mais do podemos dar e, consequentemente, nos cobramos mais do que deveríamos, quando, na verdade, não existe perfeição. 

conseguem, diante disso, perceber como um prisão leva a outra? pra mim isso tem se tornado cada vez mais nítido desde que comecei a pensar muito no assunto. existem em nós prisões que, talvez, jamais veremos com a nossa limitada visão e percepção da vida e do mundo. esse assunto ainda vai me martelar muito e a probabilidade d'eu escrever muito sobre isso é muito alta. pouco sei, mas sei que, se eu sou um pássaro livre para voar, eu ainda não aprendi muito bem a usar as minhas asas.


ps: essa foto eu tirei em setembro de 2014. faz tanto sentido agora!!!
ps2: leiam esse texto MARAVILHOSO da roberta 
ps3: fiz uma playlist temática AQUI

5 de jan. de 2018

e se não existisse mais internet?


hoje é 05 de janeiro de 2018, 00:19h. yep, chegamos até aqui... é tudo muito estranho. 2017 passou absurdamente rápido, e eu fui fazer um balanço das coisas que aconteceram e, confesso, estou realmente bem surpresa: muita coisa foi cinza e eu vivi muito no automático. isso é uma conclusão muito ruim, porque, embora muita coisa boa tenha acontecido, eu me deixei levar muito mais pelo cotidiano, pelo comodismo do que pelos meus sonhos. e sei, com toda certeza, que a internet afetou minha percepção do tempo.

um amiguinho que eu fiz esses dias me disse uma coisa bonita: nós somos pássaros, prontos para voar. e depois de tanto martelar isso na minha cabeça, é difícil admitir que tenho feito pouco uso das minhas asas. é engraçado demais pensar nisso, porque, na aula de ontem, tivemos um baita problema porque a professora não delimitou muito bem o que ela queria do exercício, e foi instantâneo, começamos a reclamar que não tínhamos uma caixinha nos delimitando... nós, definitivamente, não estamos acostumados com a liberdade e acabamos sempre nos fechamos em nossas caixinhas religiosas, em nossas caixinhas filosóficas, na nossa bolha na internet, no medo da opinião alheia, na caixinha do piloto automático e em tantas outras prisões que não caberia nesse post. 

a meu ver, hoje, uma das maiores gaiolas que nos tem prendido - e muito me incluo aqui - é o smartphone. passei muitas horas, ao longo desses anos, olhando para a telinha do celular e não observando as coisas e as pessoas ao meu redor. eu poderia ter lido muito mais livros, poderia ter conversado com muito mais gente se muitas vezes eu não tivesse tão absorta no meu smartphone. isso tem me incomodado demais, primeiro porque me deixa muito mais no piloto automático - pra tudo tem notificação, não uso mais agenda, não decoro telefones importantes -, não leio mais tantos blogs, não compro mais CDs - ainda que online - e, principalmente, tenho níveis altíssimos de ansiedade causados em especial pelo whatsapp - que pra mim é o pior aplicativo de todos, porque >>> NUNCA <<< dá desconectar dele.

e, finalmente, chegamos à pergunta que dá nome a esse post: e se não existisse mais internet? 

bom, eu já refleti muito nessa pergunta e cheguei a algumas respostas: eu não ouviria mais as músicas que escuto porque não tenho CDs, eu talvez não falaria com mais da metade dos meus amigos porque não teria o endereço deles salvo por aqui e não sei onde exatamente a maioria deles mora, ou seja, não teria como enviar cartas, não existiria mais digital influencer e um monte de gente mendigando likes, muitos de nós teriam de aprender a paquerar sem tinder - aqui não me encaixo, eu não uso -, stalkearíamos a vida alheia do modo antigo, escreveríamos mais cartas e faríamos mais ligações, conheceríamos menos pessoas, mas teríamos relações mais sólidas. 

eu reconheço que a internet trouxe coisas muito boas - inclusive me permitir escrever nesse blog - e, pra mim, a melhor delas é a facilidade de acesso ao conhecimento, entretanto, algo muito, muito, muito ruim que a internet trouxe foi a falta de conexão real entre as pessoas, porque pra mim não faz sentido que as pessoas só se falem via mensagem de texto e com isso achem que estão fazendo grandes amigos. 

portanto, meu maior desejo para 2018 - porque a gente sabe que nada muda se a gente não mudar - é passar menos tempo conectada ao whatsapp, encontrar mais os meus amigos pessoalmente, ler mais e não me deixar ser engolida pela rotina, comprar livros de receita, ligar para as pessoas, comprar meus CDs e filmes preferidos e viver mais organicamente. a gente tem mais tempo do que parece, mas nós não fazemos bom uso dele, e a vida vai passando pela nossa frente, mais rápido do que parece... nós não precisamos saber tanto sobre a vida alheia, nem sobre todos os temas polêmicos do momento. já abandonei o twitter, a meta é deixar de usar cada vez mais as redes sociais, porque eu simplesmente não aguento mais e eu sei que não tô sozinha nesse rolê.

sejamos livres do vício no smartphone.

just breath and calm down.

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