20 de dez. de 2017

"you carried me all this time..."


Alguns anos atrás, eu diria que aceitei Jesus aos 13 anos, idade que eu também me batizei. Mas não, eu não aceitei Jesus aos 13 anos, não é só isso, é algo muito mais profundo... Ele já me conhecia desde antes dos meus ossos serem formados, Ele já tinha escrito todos os meus dias no Seu livro antes mesmo d'eu nascer.

O amor dEle nunca me deixou; e nunca me deixará. Ele, furiosamente, me ama, e, mesmo dizendo essas palavras, eu sei que ainda não tenho dimensão desse amor, nem sei se um dia terei. Eu sei, entretanto, que Ele sempre cuidou de todos os detalhes da minha vida e nunca deixou de cuidar, e está cuidando agora, nesse exato momento, enquanto escrevo essas linhas meio desconexas, mas profundamente sinceras. Jesus é tudo, absolutamente tudo que eu tenho nessa vida. Não adianta ter todo dinheiro, toda fama, todos os caras bonitas bonitos, o celular e o carro do ano se eu não tiver o Seu amor e Sua graça sobre a minha vida: nada me suprirá, só me sinto completa em Seu amor. É a graça e somente a graça que me sustenta todos os dias da minha vida, desde sempre.

Eu sou dependente desse amor que me traz vida, que é a própria vida.
Eu nunca vivi longe de você, eu só disperdicei tempo. Você é a vida, Jesus.



17 de out. de 2017

a inevitável transitoriedade


Ontem, para uma disciplina, li um texto do Freud sobre a transitoriedade, fato estranhamente engraçado, pois, durante o feriado prolongado, pude ficar quieta e pensar em muitas coisas. E esse sentimento é tão estranho que não sei lidar, talvez, porque, segundo a visão do Freud, isso está ligado ao luto de perder as coisas e esse sentimento é um dos mais complexos.

Lembro-me de que comecei esse blog em 2013 porque sempre gostei de registrar coisas que, embora simples, pra mim são importantes. Nas redes sociais, até postamos muito, mas tudo se perde tão liquidamente. É só mais um post, só mais uma foto, só mais uma frase... é tudo absurdamente líquido, nos termos do nosso querido filósofo Zygmunt Bauman usaria.

Há vida lá fora e nós não estamos vivendo porque estamos presos às telas dos nossos smartphones, tablets e sei lá o quê mais. A beleza está ao nosso redor e nós sequer conseguimos observar a transitoriedade dela porque estamos completamente presos, essa prisão tecnológica é o contrato da modernidade. Tudo isso me assusta. E me assusta ainda mais saber que as coisas estão passando e eu não estou vendo porque meus olhos estão fixos numa tela. 

Quantos livros deixei de ler, quantos filmes deixei de assistir, com quantas pessoas deixei de conversar por causa de um aparelho eletrônico? Seria impossível contar, mas ainda está em tempo de mudar tudo isso. Todos esses dias de hoje serão história e não quero que minhas memórias sejam apenas lembranças vazias de uma tela. 

Eu não quero mais esse contrato da modernidade como a parte mais importante da minha vida. 

uma hamburgueria bonitinha


Essas fotos são numa hamburgueria aqui de Brasília, a Páprica Burguer,, que fica na 205 Norte, dentro de um posto de gasolina. Eu, meu primo e o Nathan fomos lá num dia da semana, num horário não movimentado e tiramos algumas fotos. Já faz um tempo, mas, para não passar em branco, vou deixar registrado aqui essas fotos que, apesar de serem poucas, tanto gostei. 


Boas memórias desse dia <3

17 de set. de 2017

Os primeiros passos para uma Slow Life


Toda essa ideia de Slow Life começou quando, no final do semestre passado, eu tive uma baita crise de ansiedade e só conseguia chorar porque não ia conseguir terminar o trabalho final de uma disciplina importantíssima. Tive, então, de fazer uma escolha que, no momento, foi muito difícil: desistir da disciplina, mesmo tendo sido uma excelente aluna durante todo o semestre.

Escrevi, chorando, um e-mail para a professora dizendo que ia desistir da disciplina. Esse foi, então, o ponto chave pra desencadear uma coisa que eu já tava pensando há bastante tempo: eu precisava fazer as coisas mais devagar, no tempo certo, pra conseguir fazer tudo bem feito. foi aí que eu, achegada ao minimalismo, fui pesquisar uma pouco mais sobre slow life.

O que é isso, Talita?

Não existe um conceito exato sobre o que é Slow Life, é possível, no entanto, definirmos através da tradução exata, que é "vida lenta" e, também, como esse conceito conversa com o conceito de slow food - que surgiu em 1986 - e com o minimalismo.

Slow Life propõe, portanto, que vivamos uma vida mais leve, seja na alimentação, seja no consumo, seja na correria do dia a dia. Slow Life é fazer menos e fazer o que se faz com excelência, por poder se dedicar de verdade pra isso, ou seja, é levar uma vida realmente mais minimalista, só que prefiro usar Slow Life porque, quando pensamos em minimalismo, já pensamos logo na estética minimalista, que é diferente do estilo de vida minimalista, por isso prefiro muito mais usar o termo slow life.


Por onde começar?

O mundo hoje vive numa correria sem fim e nós, tão jovens, já sofremos com tantos problemas relacionados à nossa saúde. A maioria dos meus amigos já sofreu com crises de ansiedade, vivem estressados a preço de uma imposição da sociedade de que temos de ter tudo até uma certa idade. A verdade, porém, é que ninguém se pergunta se estamos felizes, pois nos fizeram acreditar que felicidade é ter bens materiais, eu, no entanto, tenho aprendido, a cada dia, que não, felicidade é se amar e ser amado, é viver em paz consigo e saber que tudo chega no momento certo.

1. Priorize o que é importante a longo prazo

O que é mais melhor: pegar 7 matérias por semestre e fazê-las de qualquer jeito ou cursar 4 e cursá-las todas bem feitas? Isso é algo que sempre priorizei porque, se quero ter uma boa formação e passar isso para os meus futuros alunos, não adianta fazer tudo de qualquer jeito, porque lá na frente eu sei que vou me arrepender de não ter aprofundado em alguns assuntos, ou seja, o importante, no meu caso, não é me formar logo, mas aprender de maneira aprofundada! Assim, com prioridades de longo prazo, conseguimos ter metas e objetivos muito mais claros, além de aprender a dizer não ao que não contribui com o longo prazo.

2. Faça uma coisa de cada vez e no seu tempo

Eu sempre quis aprender falar outros idiomas, queria fazer inglês, francês e espanhol ao mesmo tempo. Preciso dizer que não funcionou? Mesmo tendo acesso a isso bem mais barato na universidade - e até de graça! -, eu não fiz porque não adianta querer abraçar o mundo com os braços, o mundo é grande demais e não vai dar pra abraçá-lo de uma só vez! A boa notícia é que você pode sim dar abraços apertados no que é de fato importante agora, um de cada vez, e fazer bem feito, que é muito melhor do que fazer por fazer, pois, a longo prazo, o importante é ter aprendido cada um desses idiomas com qualidade.

3. Livre-se do que não é necessário

Será que é precisamos mesmo assinar Netflix, TV a cabo, 5 jornais ou revistas e comprar todos os itens que estão na moda? É evidente que não! De item em item que adquirimos e/ou assinamos, criamos, consequentemente, diversas contas desnecessárias e acabamos não investindo no que realmente importa. Lembra do tópico 1? Priorize o que é importante a longo prazo! Netflix é legal? É sim, sem dúvidas! Não dianta, porém, assinar e dar a senha para os amigos e não assistir nenhuma vez no mês. É exatamente por isso que eu não pago mais Netflix no período em que estou tendo aulas, porque, para mim, não é necessário, pois eu não tenho tempo de estudar, trabalhar e me divertir e ainda assistir uma série no meio disso tudo. Quando estou de férias, aí, sim, reativo a minha conta da Netflix.

O não-necessário da sua vida pode ser algo completamente diferente, por isso é importante perguntar-se para onde o seu dinheiro está indo e se você está investindo no lugar certo.

4. Menos conversas virtuais, mais conversas cara a cara

Um amigo, um dia, me deixou no vácuo e depois apareceu falando que, quando tinha gente perto dele, ele não conversava pelo celular. Àquela época, foi um soco no estômago. A partir daí, aderi a filosofia dele e, de fato, observar o mundo ao redor é algo importantíssimo e que, cada vez mais, temos deixado de lado. Quantas oportunidade de conhecer pessoas e de se dedicar a quem está perto nós perdemos por estarmos absurdamente focado apenas nas conversas virtuais, além de estamos, realmente, afastando quem está perto. É cientificamente comprovado que conversas cara a cara são redutoras de níveis de ansiedade. Experimentei isso e posso dizer, com certeza, que vale a pena dar uma oportunidade ao mundo.

5. Se cobre menos, se compare menos.

Todo mundo erra, ninguém é perfeito. Aceitar a nossas imperfeições é um passo importantíssimo para que não nos cobremos o tempo todo. Cada ser humano é um universo e todos nós estamos num processo constante de autoconstrução e autoconhecimento. Entendendo isso, aceitamos que cada pessoa tem o seu tempo para produzir algo, que precisamos andar num padrão, que o importante é entender cada momento como parte de um todo que está nos levando pelo caminho rumo aonde queremos chegar. 


Esses são apenas 5 passos e, sem dúvidas, há muitos outros. Espero de verdade que você guarde essas palavras no seu coração e coloque em prática. A vida é muito mais, a vida tem muito mais a oferecer do que parece. Ainda vamos conversar muito sobre isso por aqui.

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